Charles Spurgeon Salmos 9 [esboços e sermões]

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TÍTULO
Para o mestre da música de Muth-labben, um salmo de Davi. O sentido deste título é muito duvidoso. Pode se referir à música com a qual o salmo deveria ser cantado, como pensam Wilcocks e outros; ou pode ser referência a um instrumento musical hoje desconhecido, mas comum naqueles dias; ou pode ainda fazer referência a Ben [Benaia], mencionado em 1Crônicas 15.18, como sendo um dos cantores levitas. Se uma dessas conjecturas estiver correta, o título de Muth-labben não nos traz ensinamentos, a não ser que queira nos mostrar como Davi se preocupava de que, no culto de Deus, tudo fosse feito com a devida ordem. De um grande número de testemunhas eruditas, concluímos que o título pode assumir um sentido muito
mais instrutivo, sem ser forçado demais: significa um salmo com respeito à morte do Filho. O caldeu, "com respeito à morte do Campeão que saiu para os acampamentos", está se referindo a Golias de Gate, ou a algum outro filisteu, sobre cuja morte muitos supõem que este salmo tenha sido escrito anos mais tarde, por Davi. Acreditando que, dentre muitas suposições, esta pelo menos seja coerente com o sentido do salmo, nós a preferimos; e, principalmente, porque ela nos possibilita fazer referência de forma mística à vitória do Filho de Deus sobre o campeão do mal, e até sobre o inimigo de almas (versículo 6). Estamos diante de um hino triunfal; que ele possa fortalecer a fé do crente militante e estimular a coragem do santo tímido, ao ver ele aqui O VENCEDOR, em cuja vestidura e coxa está escrito o nome Rei dos reis e Senhor dos senhores.

ORDEM
Bonar comenta: "A posição dos salmos em sua ordem é muitas vezes admirável. Questiona-se se o arranjo atual deles foi a ordem em que foram dados a Israel, ou se algum compilador posterior, talvez Esdras, tenha sido inspirado a dedicar-se a esse assunto, bem como a outros pontos ligados ao cânon. Sem tentar decidir esse ponto, basta observarmos que temos prova de que a ordem dos salmos é tão antiga quanto a conclusão do cânon, e, se assim for, parece óbvio que o Espírito Santo desejou que este livro chegasse até nós nessa ordem. Fazemos estas observações a fim de despertar a atenção para o fato de que, assim como o oitavo salmo deu continuidade à última frase do sétimo, este nono salmo começa com uma referência aparente ao oitavo:

"Senhor, quero dar-te graças de todo o coração
e falar de todas as tuas maravilhas.
Em ti quero alegrar-me e exultar,
e cantar louvores ao TEU NOME, ó Altíssimo" (versículos 1, 2).

Como se "o nome", tão louvado no salmo anterior, ainda estivesse soando no ouvido do doce cantor de Israel. E, no versículo 10, volta-se a ele, celebrando a confiança de quem "conhece" esse "nome" como se sua fragrância ainda perfumasse a atmosfera.

DIVISÃO
A melodia muda com tanta freqüência que é difícil fazer um esboço metódico dela: fizemos o melhor que pudemos. Do versículo 1 ao 6, trata-se de um canto jubiloso de ação de graças; do 7 ao 12, há uma declaração de fé contínua quanto ao futuro. A oração encerra a primeira grande divisão do salmo nos versículos 13 e 14. A segunda parte dessa ode triunfal, embora mais curta, é paralela à primeira em suas partes, e é uma espécie de repetição dela. Observe o cântico pelos juízos do passado, versículos 15, 16; a declaração de confiança na justiça futura, 17, 18; e a oração de desfecho, 19, 20. Celebremos as vitórias do Redentor ao lermos este salmo, e só pode ser uma tarefa deleitosa se o Espírito Santo estiver conosco.

DICAS PARA O PREGADOR
I. O único objeto de nosso louvor - "Senhor, quero dar-te graças".
II. Os temas abundantes de louvor - "todas as tuas maravilhas".
III. A natureza apropriada do louvor - "de todo o coração" (B. Davies).

VERS. 1. "Eu quero falar." Infinda ocupação e apreciação.
VERS. 1. "Todas as tuas maravilhas". Criação, providência, redenção, todas são maravilhosas por exibirem os atributos de Deus de forma a despertar a admiração de todo o universo de Deus. Um tópico bastante sugestivo.

VERS. 2. O canto sagrado: sua ligação com a alegria santa.

VERS. 4.
1. Os direitos dos justos por certo serão atacados.
2. Mas é igualmente certo que serão defendidos.

VERS. 6.
1. O grande inimigo.
2. A destruição que ele já causou.
3. Os meios de sua derrota.
4. O resto que se seguirá.

VERS. 7 (primeira cláusula). A eternidade de Deus - o consolo dos santos, o terror dos pecadores.

VERS. 8. A justiça do governo moral de Deus, especialmente em relação ao grande dia final.

VERS. 9. Pessoas necessitadas, tempos necessitados, provisões oni-suficientes.

VERS. 10.
1. Conhecimento imprescindível - "conhecer o teu nome".
2. Resultado bendito - "confiarão em ti".
3. Suficiente razão - "pois tu, Senhor, jamais abandonas os que te buscam" (T.W. Medhurst).
Conhecimento, fé, experiência, os três ligados entre si.
VERS. 10. Os nomes de Deus inspiram confiança. JEOVÁ Jireh, Tsidekenu, Rophi, Shammah, Nissi, ELOHIM, SHADDAI, ADONAI.

VERS. 11.
1. Sião, o que é?
2. Seu glorioso habitante, o que faz?
3. A ocupação dupla de seus filhos - "cantar louvores", "proclamar entre as nações seus feitos".
4. Argumentos da primeira parte do assunto para nos encorajar no dever duplo.

VERS. 12.
1. Deus numa situação terrível.
2. Lembra-se de seu povo; para poupar, honrar, abençoar e vingá-lo.
3. Atende ao seu clamor, na sua própria salvação e na derrota de seus inimigos. Um sermão consolador para tempos de guerra ou de peste.

VERS. 13. "Misericórdia, Senhor". A oração do publicano explicada, recomendada, apresentada e cumprida.
VERS. 13. "Salva-me das portas da morte." Aflições profundas. Grandes livramentos. Gloriosas exaltações.

VERS. 14. "Eu exultarei em tua salvação". Especialmente porque é tua, ó Deus, e, portanto, honra a ti. Na tua liberalidade, plenitude, adequação, certeza, eternidade. Quem pode se alegrar nisso? Motivos porque devem sempre fazer isso.

VERS. 15. Lex talionis. (Lei de Talião) ["retaliação" quando se comenta "bem-feito!"]). Exemplos memoráveis.

VERS. 16. Conhecimento terrível; uma alternativa tremenda quando comparada ao versículo 10.

VERS. 17. Um aviso para os que se esquecem de Deus.

VERS. 18. Demoras no livramento.
1. A estimativa da descrença - "esquecidos", "perecer".
2. A promessa de Deus - "nem sempre".
3. A obrigação da fé - esperar.

VERS. 19. "Não permitas que o mortal triunfe!" Uma petição poderosa. Casos onde foi usado na Bíblia. O motivo de seu poder. Horas para seu uso.

VERS. 20. Uma lição necessária, e como é ensinada.

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